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Qual é a relação do Rock com os Direitos Humanos?

Atualizado: 23 de dez. de 2020

Comemora-se mais um ano, o dia 13 de julho, o Dia Mundial do Rock! A data é uma alusão ao histórico de resistência de inúmeros artistas e apreciadores que transcendem as fronteiras musicais e proclamam discursos que sempre foram contra ao estabelecido como normal. A data, desse modo, é cultuada nesse dia em razão de um mega evento, o Live Aid, comandado pelo então ator principal de The Wall, o irlandês Bob Geldof. O ano era 1985 e o objetivo dos shows que ocorreram em Londres e na Filadélfia concomitantemente, era combater a fome na Etiópia. Nesses 35 anos de festejos, celebra-se o Dia Mundial do Rock, eternizando a história de grandes artistas e agradecendo àqueles que fizeram espaço pela voz de um mundo mais combativo em suas inúmeras desigualdades. Das águas agitadas do rio Mississipi, onde inúmeros trabalhadores braçais dos campos de algodão criaram as bases do que hoje é considerado o rock and roll, até os jovens revoltados que fundaram o punk, tem-se muitos movimentos ligados ao rock, que se demonstram contestadores e importantes para a sociedade.

A arte é fragmento e aporte da condição humana. A potência que dela esvai, encontra e produz sujeitos, transformando gerações. O rock [modus, performance, discurso] é um gênero que comporta inúmeros subgêneros. Ao longo de sua história pode ser vislumbrado, inicialmente, como um estilo das massas industriais. Um ritmo de raízes negras, vincula-se posteriormente às massas brancas, e transfigura conforme se desenvolve em suas músicas-mensagens que podem até indicar ideais. Nesse sentido, esse estilo musical, como outros ritmos, “[pode] evocar sua conexão com os direitos humanos sem se alienar e, assim, continuar produzindo certa diferenciação funcional em um sistema social global” (SCHWARTZ, 2015, s.p.). Mas aqui o que de fato interessa, o rock de resistência, mesmo que atrelado à indústria cultural do capitalismo global, fornece amparo a lutas, dá voz ao não dito e a manifestos, estimulando os protestos em favor da pluralidade frente a normatização. Por essa razão o GP Mundus criou uma playlist pela plataforma Spotify com alguns exemplos de músicas de rock que falam acerca do tema dos Direitos Humanos, e são contestadoras por si só, demonstrando que mais que um estilo de música, o rock aparece para mudar a sociedade e contestar os padrões impostos por essa.


Aproveite!



Gabrieli de Camargo, Gaviota Carolina Tobar e Tiago Protti Spinato

Egressos e alunos do PPGD da UNIJUÍ



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