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Dia Mundial do Refugiado

Atualizado: 23 de dez. de 2020

Nesta data, 20 de junho, é comemorado o dia Mundial do Refugiado. Você sabe por quê? A Organização das Nações Unidas (ONU) criou esta data através do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), para homenagear a resiliência, força e coragem necessárias para que pessoas de todo o globo consigam deixar suas casas – seja em razão de perseguições, conflitos armados ou guerras – em busca de uma vida melhor, sendo a esperança sua única bagagem. O refugiado é – diferentemente do imigrante – aquele que por questões de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, teme ser perseguido em seu país de origem e, por essa razão, não pode ou não quer a proteção desse Estado-nação. A estranheza provocada pela figura do refugiado (re)produz, continuamente, o estigma de “parasita social” e a associação desses indivíduos às práticas terroristas da sociedade atual, transforma-os em verdadeiros “sujeitos de risco”. Por essa razão, neste dia, faz-se imprescindível demonstrar solidariedade para com aqueles que necessitam de refúgio.



A foto abaixo consiste em uma releitura do Guernica (quadro pintado em 1937 por Pablo Picasso), criada pelo artista e cartunista Javcho Savov, para lembrar que a guerra síria não é menos terrível que as outras, além do fato de ter aumentado, consideravelmente, o número de refugiados desde 2011.



Na última década, em nível recorde, de acordo com o relatório “Tendências Globais”, elaborado pelo ACNUR, houve um crescimento de mais de mais de 50% no número de deslocamentos forçados da população global. De acordo com as estatísticas do ACNUR (2019), o deslocamento forçado atingiu um nível recorde global: afetando uma em cada 113 pessoas no mundo. No ano de 2018, 13,6 milhões de pessoas solicitaram refúgio, isso significa que, diariamente, os novos deslocamentos representam uma média de 37.000 pessoas que estão obrigadas a deixar seus lares. De fato, as migrações forçadas chegaram ao seu ápice. Precisa-se, então, construir um discurso humanitário contra-hegemônico e com aporte intercultural, de tal forma que seja possível prevenir novas violações de direitos fundamentais, garantir uma proteção efetiva aos refugiados e assegurar que os direitos humanos sejam prioridades, sobretudo, nos casos de deslocamentos forçados e para além das fronteiras dos Estados-nação.


Equipe Editorial

Aline Leves e Laura Marcht



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